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  • Estratégia Parlamentar

Como será o perfil comportamental do eleitor em 2022

Atualizado: Jun 23

Saiba quem são e o que você deve fazer para conversar com os seus eleitores em 2022.

Nunca antes na história desse país, vimos uma aceleração tão rápida dos comportamentos digitais. O que antes era complemento, agora virou estratégia principal para muitas pessoas, políticos e profissionais, e isso também impactou de forma significativa o marketing político.


Se antes, os políticos mais avessos a tecnologia torciam o nariz para as redes sociais, agora acompanham atentos as curtidas e comentários, cobrando de suas equipes, engajamento e crescimento em suas plataformas.

Porém, algo que muitos políticos precisam entender ainda é que bons resultados são conquistados principalmente pela compreensão do comportamento das pessoas, e esse comportamento foi fortemente impactado tanto em tomada de decisões quanto em desejos, nesse mundo pós-Covid.


Vale lembrar que todos nós estamos passando por mudanças profundas, que afetam diretamente sentimentos primários. Medo e necessidade de conexão, são dois desses sentimentos, e que devem ser considerados em relação a estratégias para conversar com futuros eleitores para o pleito de 2022.


E, por mais que você saiba que a produção de conteúdo, a frequência e a presença digital sejam importantes, o que fará a grande diferença será a conexão das pessoas com a sua mensagem e com a sua marca política.

As considerações a seguir, foram baseadas no relatório: Future Consumer 2022 executive sumary, publicado pela WGSN. Que considerou pensamentos, sentimentos e comportamentos do consumidor do futuro.


A analogia do eleitor como um consumidor do futuro, pode ser compreendida, se partirmos do principio que o cidadão “compra” a mensagem/narrativa política “postada” nas redes ou em canais próprios, para se conectar com a Marca, formada por meio da junção de micro-conteúdos criados para o fortalecimento de Imagem, Autoridade, Influência e Reputação Política.



A mudança de comportamento digital das pessoas devido ao impacto da pandemia, começou no início de 2020, e apesar desse movimento, não pode ser sentida em sua amplitude nas eleições municipais. Mas terá um efeito mais visível nas eleições de 2022.


Vale lembrar que se hoje, alguém quer saber um pouco mais sobre o trabalho de um político, ou até mesmo se comunicar com ele, é nas redes sociais que ele busca. Não é o telefone na lista, como ocorria antigamente. Agora o contato é direto... é direct!


E toda essa conexão, se consolidará de forma definitiva em 2022 com estratégias que converse diretamente com as pessoas.


É claro, que todo esse movimento digital no meio político não é de hoje, e que começou de forma mais estratégica em 2018, porém, engana-se quem pensa que os moldes se repetirão ou que as mesmas estratégias terão sucesso para todos que tentarem repeti-la, pois existe um fator a mais no tabuleiro e que movimenta todas as peças, e esse fator são os altos índices de contágio emocional muito promovido pela polarização, por influenciadores se posicionando de forma aberta para as suas audiências e por pessoas que disseminam esse novo “vírus” tão contagioso quanto o que nos trouxe até aqui, nesse momento pandêmico.


Existe um fator a mais no tabuleiro, que movimenta todas as peças

O contágio emocional, explicando de uma maneira bem simples, pode ser definido como uma característica comportamental, na qual uma pessoa imita e sente os mesmos sentimentos de pessoas a sua volta e também com aquelas que se identifica. E é por isso que discursos de ódio são tão poderosos, porque eles potencializam essas emoções e sentimentos.


Todos os dias, as pessoas consomem conteúdos de feed, stories e grupos de WhatsApp e a qualidade e até mesmo a veracidade de muitos deles é questionável, no entanto, o consumo desses conteúdos depende muito mais da escolha de cada usuário do que qualquer outro fator que possamos imaginar e é nesse ponto que saber a distinção entre perfis se faz tão importantes. É esse conhecimento que fará a diferença na estratégia e construção de conteúdos políticos no mundo digital.


Mas antes de falarmos em como será o perfil do eleitor em 2022, dois fatores devem ser pensados de maneira um pouco mais profunda: O perfil demográfico - Quem são esses eleitores? E o psicográfico - Por que ou pelo que eles vão votar?



Durante o período de pandemia, alguns sentimentos, muitas vezes contraditórios entre si foram percebidos de forma muito presente na vida das pessoas e observada também por meio da publicação de conteúdos que podem ser facilmente identificados por meio de pesquisa ou escuta social: São eles o medo, o otimismo e a resiliência e esses sentimentos, atingem em cheio a percepção e o pensamento das pessoas, acerca de mensagens políticas e de como elas ganham sentido em seus comportamentos e percepções, todos esses sentimentos de alguma forma predominam, alimentados por discursos que de alguma forma fazem sentido para as pessoas.


E foi dessa observação, que surgiram os perfis comportamentais do eleitor digital em 2022. Cada perfil é movido por uma causa, ideologia e/ou sentimento saiba mais sobre esses três principais tipos agora:


Os moderados


Pessoas com esse perfil, buscarão uma saída que acreditam ser a mais equilibrada, para os desafios de escolher quem os represente, frente a um cenário de incertezas. É um perfil que busca por evidências que possa trazer a ideia de maior estabilidade econômica e social, vindas de pensamentos e ações que tenham sentido prático e exequível em um curto ou médio espaço de tempo.


Como conquistar esse tipo de eleitor?


A estratégia para atingir esse tipo de eleitor, é usando um discurso mais racional e direto, porém de linguagem simples e que distancie o eleitor do cansaço que sente pela polarização exacerbada, mostrando caminhos que façam sentido, para o estabelecimento de uma democracia que ofereça sensação de segurança na conduta do país, estado ou região.


Tipo de Discurso: O discurso mais polido, funciona bem para esse público (Não confunda polido com prolixo ou rebuscado. Quanto mais simples e direto, melhor). E não descarte a criação dos conteúdos pessoais para a construção da marca política e distanciamento de uma imagem fria e que não gera afinidade, estamos em um momento onde a conexão se faz necessária para qualquer tipo de perfil de eleitor e esse fator, deve ser considerado.


Quais tipos de conteúdo criar: Crie conteúdos que forneçam dados e fatos. Vídeos curtos e de linguagem simples que façam comparativos entre aquilo que quer mudar também podem ser excelentes para conversar com o eleitor moderado.



Os Integrados


São aqueles que preservam a comunidade acima das crenças, logo, elas podem ser mutáveis, desde que o sentimento de pertencimento continue presente. Normalmente, esses eleitores são mobilizados por meio de uma causa maior ou um personagem que as represente e dê voz ao que pensam.


Como conquistar esse tipo de eleitor?


Ofereça a eles, o sentimento de fazer parte de uma comunidade, uma causa maior, promova interações que mobilizem a sensação de pertencimento dessas pessoas, seja no discurso, nos elementos ou na participação ativa delas a favor das convicções que unem essa comunidade.


Tipo de Discurso: O discurso mais ideológico, funciona bem para esse público. Posicionamentos que fortalecem as crenças da comunidade, mesmo que polêmicos, funcionam bem para essa parcela dos eleitores. O discurso mais direto, simples e que mobilize emoções primárias sejam elas positivas ou negativas, tendem a dar um bom resultado, para atingir em cheio perfis comunitários nas redes sociais.


Quais tipos de conteúdo criar: Crie conteúdos que aproximem, que integrem o online com o offline e que associem essa comunidade a um elemento que essas pessoas se identifiquem. Cards de mobilização, passeatas e fotos que mostrem pessoas engajadas são essenciais para o sucesso dessa estratégia. Aposte também nos vídeos de posicionamento e nas lives para mobilização e fortalecimento de imagem.


Os Esperançosos


É o grupo que quer se sentir representado de uma maneira positiva, afastando sentimentos que acreditam ser maléficos ou negativos, promovidos por meio do discurso de ódio, e se aproximando da sensação de representatividade.


Como conquistar esse tipo de eleitor?


Crie um discurso integrativo, que garanta o reconhecimento e a inclusão de uma ampla parcela da população. Aqui, o sentimento também importa, porém ele é focado em afastar o medo e em promover a esperança e a felicidade nas pessoas.


Tipo de Discurso: Utilizar um discurso inspiracional pode funcionar muito bem para os otimistas, mesmo que nele, contenha elementos para a desconstrução da imagem do adversário. Uma narrativa construída por meio da jornada do Herói, tende a reverberar de forma positiva entre esses eleitores. A criação de um inimigo em comum que deve ser vencido, é um ponto essencial na construção do discurso.


Quais tipos de conteúdo criar: Crie conteúdos que contem histórias, que aproximem e que inspirem. Lembre-se: O sentimento a ser despertado é o de esperança. Frases e fotos inspiracionais são uma boa aposta. Lives comunitárias também mostram representatividade, tão necessária para a sustentação desse discurso.


E por fim, independente do público que você quer atingir com o seu discurso político, saiba que a consistência da sua narrativa, a coerência da sua imagem com aquilo que você fala e a constância de conteúdo são essenciais para qualquer estratégia. Mas isso não é nada, se a sua mensagem não chegar para pessoas certas gerando aquilo que é mais importante no momento em que vivemos: Conexão verdadeira.


Pense nisso porque 2022, é logo ali!

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